Câmara homenageia estudantes de Barueri vencedores de desafio de inteligência artificial na saúde
Cinco estudantes da Fiebtech, de Barueri, foram homenageados pela Câmara Municipal nesta terça-feira (29) por conquistarem o primeiro e o segundo lugar em um desafio de inteligência artificial aplicada à saúde, promovido pela UFMG. Dos 30 times inscritos, 11 chegaram à final. O projeto campeão, o NestCare, explica ao paciente, em linguagem simples, cada etapa do atendimento no pronto-socorro. O segundo colocado, o Neurolink, ajuda a monitorar crianças com diabetes tipo 1 na escola.
Fotos: Marco Miatelo/Câmara de Barueri
Os alunos dos Institutos Técnicos de Barueri (ITBs) conquistaram o primeiro e o segundo lugares na disputa, cuja etapa final ocorreu na UFMG. Ao todo, 30 equipes participaram, e 11 chegaram à fase final.
O vereador Allan Miranda (União Brasil), autor da Moção 27/2026, destacou o orgulho pelo resultado. “Nossa cidade foi muito bem representada nessa disputa em Minas Gerais”, afirmou. Ele lembrou que foi aluno do antigo ITB, onde se formou em processamento de dados, e disse ter “muita gratidão pela instituição”.
Portal explica o atendimento ao paciente
A equipe campeã é formada por Miguel Alves da Silva, Felipe Rodrigues da Silva e Linnyck Gabriel da Silva Ferreira, do curso técnico de Manutenção e Suporte em Informática da Fiebtech.
Os jovens criaram o NestCare, um portal para pacientes e acompanhantes que mostra, com linguagem simples, cada passo do atendimento: recepção e abertura de ficha, classificação de risco (quando a equipe define quem precisa ser atendido primeiro), consulta médica, exames, medicação, reavaliação e orientações na alta.
Para Felipe, o mais importante foi o caminho percorrido. “Não é só prêmio que importa, mas toda a jornada que nos levou até lá”, disse. Ele defende que o projeto saia do papel, pois pode ajudar muita gente e diminuir a ansiedade de quem espera nos prontos-atendimentos.
Aplicativo acompanha crianças com diabetes
O segundo lugar ficou com Rafael Eduardo Almeida dos Santos, do curso técnico de Programação de Jogos Digitais do ITB Aldeia da Serra. Depois de pesquisar as dificuldades de crianças com diabetes tipo 1 na escola, ele criou o Neurolink.
No aplicativo, a criança registra o que comeu e como se sente. Os professores também inserem informações e ficam atentos a sinais de que ela não está bem, como palidez, desânimo ou irritação repentina.

